domingo, 3 de agosto de 2014

Jabutis em árvores (parte 4)



Jabutis em árvores (parte 4)


As fábulas são criadas e contadas para crianças com objetivo de criar valores, ideias e comportamentos em sua formação. Atos e atitudes para serem lembradas no decorrer da vida. No entanto, a cada momento da vida, podemos mudar conceitos e valores. A sociedade muda e mudam os conceitos e os valores. 

Em um mundo que se preconizava a velocidade, conceitos foram implantados de forma subliminar. Na corrida entre o jabuti e a lebre, venceu quem chegou primeiro. Quem chegou depois pode ter perdido vantagens e posições. O mundo hoje é outro, e prevalecem igualdades entre as classes, de lebres e jabutis, homens e mulheres; privilegiados e não privilegiados. Crianças e adolescentes; idosos e portadores de necessidades especiais conquistam seus espaços. Conquistam suas leis de atenção e proteção. 

E o jabuti lento precisa de uma carapaça para suportar aqueles que andam mais rápido, e sem noção pelas ruas. Outra fábula conta que por um tombo o jabuti quebrou seu casco, mas soube montar as partes quebradas e usar novamente. Ainda é possível juntar cacos e construir novas ideias, novas mobilidades e acessibilidades. 

Tomando por exemplo a cidade de Natal/RN e seus arredores, nos preparativos da Copa. Podemos perceber vantagens oferecidas aos velozes, com ações desproporcionais aos portadores de necessidades especiais e espaciais. 

Com a ideia de Copa do Mundo construíram-se mais pontes e viadutos do que passarelas para pedestres. Mais túneis para automóveis do que faixas de travessia de pedestres. Mais autopistas de alta velocidade do que sinais de transito, oferecendo oportunidades de travessia ao pedestre em avenidas de trafego intenso. Ofertaram mais espaço asfaltado ao transporte particular, muitas vezes individual, do que ao transporte coletivo. 

Aumenta a população de usuários nos coletivos com o passe livre de idosos e estudantes. Enquanto se mantém a mesma frota de ônibus. Aumenta a frota de carros e aumenta a facilidade na compra de um carro, e não aumenta a oferta de assentos nos coletivos. Cidadãos inconformados em pagar uma passagem, com o aperto dos ônibus, descem e no próximo ponto (parada) e compram um carro. Pagantes devem ter prioridade em assentos não reservados. Tal como os idosos, deficientes e gestantes tem prioridade com espaço e assento reservado. 

Comércios e comerciantes apropriaram-se das calçadas procurando proporcionar conforto a seus clientes motorizados, os supostos e esperados turistas. Criaram-se mais vagas de estacionamentos sobre as calçadas, do que calçadas como um espaço público para o transito de pedestres. Aumenta o número de carros diariamente sobre calçadas, diminuindo o espaço das calçadas sistematicamente. Algumas calçadas foram remodeladas buscando mostrar uma acessibilidade com conceitos errados de mobilidade. Surge assim uma boa plataforma de obras para próximos administradores, consertar calçadas maquiadas. Terminou a Copa e os turistas se foram. Com as águas das chuvas a cidade removeu suas maquiagens.

Em Ponta Negra (Natal/RN), na principal avenida. Em frente a um shopping com produtos regionais e culturais, existe uma faixa de pedestre. No alto da via no mesmo local uma placa indicando velocidade máxima 70 Km/h. Como a faixa de segurança para pedestres está localizada em uma ligeira elevação na avenida, dificulta sua visualização pelos motoristas em ascensão na pista. Enquanto pedestres com ares de turista atravessavam, os carros se esforçavam e paravam, evitando um acidente internacional. Hoje o motorista que trafega em velocidade permitida, não respeita o pedestre na faixa, talvez por evitar uma freada brusca em poucos metros, entre o veículo e o pedestre em travessia. Exemplos de uma engenhosidade de transito, formulada por analistas e especialistas de escritório. Acreditam ver e entender a cidade de suas janelas em computadores.

A cidade ainda sofre pelos efeitos das chuvas, provocando alagamentos e inundações. Locais onde já não havia calçada suficiente, em dias de chuva, obrigam pedestres a circular pelo meio das ruas desviando de carros e poças, enquanto motoristas se acham no direito de provocar um banho de água de chuva e lama nos transeuntes. Outros motoristas bloqueiam o livre acesso entre ruas e calçadas, estacionando paralelo à guia, por vezes bloqueando rampas. Agora é preciso ser lebre para pular entre poças e carros dos jabutis com casco duro.

As reclamações sobre o transporte coletivo e a demora de espera em paradas de ônibus. Não são exclusivas de poucos ônibus circulando. Mas principalmente de investimentos no transporte motorizado e particular. As dificuldades do transito criam dificuldades para circulação não só de trabalhadores, mas principalmente de carros de policia e ambulâncias. Proporcionando atrasos no socorro e policiamento.

Administradores públicos criam mobilidade veicular em causa própria, já que possuem veículos oficiais de uso individual. E precisam de ruas e avenidas livres para esboçar suas importâncias ao desfilar para o público. Abusam de uma jactância e um poder conquistado pelas urnas. As eleições estão próximas, e os candidatos já começam andar devagar como jabutis entre os eleitores, tentando conquistar seus lugares em uma árvore.


Entre Natal e Parnamirim/RN ─  03/08/2014







Texto produzido para:
O Jornal de HOJE – Natal/RN
Palavras Chaves: gestão; qualidade; conhecimento

Palabras Clave: gestión; la calidad; el conocimiento

Key Words: management; quality;  knowledge




CMEC/FUNCARTE
Cadastro Municipal de Entidades Culturais da Fundação Cultural Capitania das Artes

Natal/RN




Roberto Cardoso








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DESTAQUES DO MERCADO - INFORMATICA 2013
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terça-feira, 29 de julho de 2014

Mais uma nova carta para um Mestre e Doutor (5ª carta)



Mais uma nova carta para um Mestre e Doutor (5ª carta)

Um título de Mestre ou Doutor representa um título conquistado. Uma legitimação de um conhecimento. Um reconhecimento, por mérito, ou por nobre conhecimento. Conhecimento este reconhecido e autenticado pela academia do conhecimento. Acatado por uma banca, que julgou a qualidade de um trabalho apresentado, depois de fatigante pesquisa. Outros podem adquirir um título por uma defesa de causa considerada nobre. Alguns ofertam e recebem títulos por um interesse político. Ações estratégicas de ter este ou aquele personagem participando de um grupo seleto, em objetivos futuros.

Embora estejamos vivendo um momento tecnológico, de troca de comunicações e informações mais intensas, os modelos anteriores de remessa e repasse de informações e documentos, não perderam suas validades; suas verdades e seus status. O mundo evolui e contribui para novos conhecimentos, e novos comportamentos. Sem esquecer modelos anteriores. Podem cair em desuso, mas continuam validos.

As velocidades das trocas de informações estão cada vez aumentando mais. Saímos dos blocos de argila e pedras entalhadas. No século passado saímos da caneta tinteiro, para maquina de escrever. Logo depois da maquina de escrever ao computador. Agora as informações estão na palma da mão, passando de uma para outra com auxílio dos dedos, literalmente. E se o computador e a impressora não funcionam podemos recorrer à caneta esferográfica. Inclusive mensagens em garrafas ou telegramas. Tudo depende de um fato e uma necessidade, a uma ou outra determinada situação.

E assim quando o modelo atual não responde e nem corresponde, não responde as nossas indagações. Recorre-se ao modelo burocrático do protocolo. Entende-se que o conceito moral e funcional vai fazer funcionar, o que não funciona em modelos atuais. E-mails se perdem e caem em caixas de spam. Haverá sempre uma desculpa para quem não quer se comprometer. 

Documentos se perdem também pelos caminhos burocráticos. Haverá sempre um subordinado para ser acusado de insubordinação, quando o responsável por atos e efeitos, não desejar se comprometer com um fato. Atos e fatos que lhe cause um efeito indesejado. Por vezes situações não calculadas ou esperadas.

Protocolam-se documentos que devem ser encaminhados pelo modelo burocrático no organograma empresarial. Documentos e correspondências são enviados protocolados, para ter a certeza que chegarão ao destinatário. Protocola-se por um setor exclusivo para protocolos, ou um profissional com função de secretaria ou recepção. Protocola-se com alguém em contato com o público, capaz de receber uma correspondência. Receber e protocolar, um funcionário que receba e protocole um documento formal.  Aquele que protocola, assina um documento confirmando o recebimento do documento original, que será encaminhando ao setor ou pessoa, expresso no destinatário. Entende-se, supõe-se, acredita-se, julga-se e espera-se que os referidos documentos entregues serão encaminhados a aqueles que não aparecem para um contato. Isolam-se evitando maiores contatos com um publico interessado cobrando suas ações. Infernam-se atarefados dentro de suas cavernas.

Não se obtendo resposta ao documento protocolado: desacredita-se na instituição e naqueles que a representam. Entende-se, acredita-se e julga-se a incompetência do sistema e das pessoas, que estão formando o sistema.

O assunto do momento é a qualidade. Qualidade de serviços e produtos. Nada mais justo que uma instituição com um curso de Gestão da Qualidade apresente seus parâmetros de qualidade. Apresente normas, modelos e ferramentas utilizados e ensinados em sala de aula. Na ausência destes documentos, cabe uma solicitação de apresentação. Tal como um cliente cobra a qualidade e a validade de um produto, um aluno (o cliente) pode cobrar a qualidade da instituição.

Há uma praxe em coordenações e direções de cursos universitários; que estas sejam posições ocupadas por mestres e doutores. E a estes mestres e doutores deve ser encaminhada uma carta de solicitação. 

Solicitar seus critérios e comprometimentos com a qualidade.










Entre Natal e Parnamirim/RN ─  29/07/2014







Texto produzido para:
Internet – Blogs e Sites


TEXTO DISPONÍVEL EM









CMEC/FUNCARTE        
Cadastro Municipal de Entidades Culturais da Fundação Cultural Capitania das Artes

Natal/RN

  
Roberto Cardoso

Jornalismo Científico
FAPERN-CNPq





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DESTAQUES DO MERCADO - INFORMATICA 2013
Categoria Colunista em Informática